14 de Fevereiro – Dia 17 (Chegada a Rishikesh)

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Durante a viagem de Delhi para Haridwar a Ofélia acordou e desceu para ir perguntar onde estávamos, ao que parece ainda não tínhamos chegado era na próxima paragem, dormitar mais um pouco e passado um bocado lá chegamos última estação eram 1:30h tirar as mochilas fomos andando pela estação o cenário mantinha-se muitas pessoas a dormir pelo chão tanto nas plataformas como na casa das bilheteiras pensamos que grande parte vive mesmo por ali, a ocupar alguns bancos também estavam os macacos andavam por ali todos satisfeitos,  fomos saber se tínhamos algum comboio para Rishikesh  segundo eles as 4.00h  não valia a pena ir para o hotel compramos os bilhetes que foram muito baratos 8 IRU , na ida para a sala de espera a Ofélia deu por falta da bolsa de cintura dela tinha ficado no comboio como ainda estava lá parado correu para a carruagem B2, dinheiro não tinha mas estavam lá os documentos todos,  ao chegar já vinha um Sr. com a bolsa que lhe entregou com o conteúdo todo direitinho.

Desde que saímos de Kajuraho que tem sido uma aventura há 2 noites que não vamos a cama dormitamos pelos comboios e pelas salas de espera das estações, nestas alturas sonhamos com Portugal a nossa casa e caminha até porque já sentimos muitas saudades da filha.

Próximo da hora da partida do comboio olhamos para os bilhetes para ir-mos para a plataforma mas os bilhetes não tinham essa informação e ninguém nos entendia,  ainda  perguntávamos  as únicas turistas na estação mas também não sabiam, lá apareceu um Sr. que sabia um pouco inglês e nos explicou o comboio chegou e nós entramos desta vez para uma segunda classe, onde já nadava tudo mais ao molho, a carruagem não vai a abarrotar como algumas que já vimos  mas vai bem composta, lá fomos no comboio a caminho de Rishkesh as pessoas olhavam para nós por ser-mos os únicos turistas mas de uma forma pacifica.

O comboio parou começou toda a gente a sair mas pelas nossas contas seria a próxima paragem então ficamos sentados na carruagem, passado um bocado vem um Sr. dizer que era a última paragem estavam a passar a revista nas carruagens, foi uma sorte o comboio não ter regressado para trás, saímos da estação de Rishikesh o mesmo cenário muita gente a dormir no chão passamos pelos meio deles e na rua acordamos com o Sr. do rickshaw 100 IRU para nos deixar ao pé da ponte Rham Jhula, já sabíamos que teríamos que fazer parte do caminho a pé pois os rickshaws tem um limite definido para circular, de noite todos os gatos são pardos e nunca antes tínhamos passado por tal sitio lá fomos seguindo as indicações do Sr. mas a medida que andávamos pelas ruas e ruelas ficamos na duvida se estava a ir para o lado da ponte e dos ashrams o Pedro já dizia se calhar vamos mal isto são só ruelas com alguns amigos(viemos mais tarde a constatar que muitos eram sadhus) deitados nas bermas a dormir e outros a montarem as bancas, a Ofélia insistiu para seguir em frente e acabamos por ver o rio e chegar a ponte da Ram Jhula atravessamos a ponte suspensa sentido bem os balanços e o vento o tempo era de chuva e muito vento bem mais frio na zona dos Himalaias ainda encontramos um ou outro caminhantes em sentido contrário.

Ao chegar a outra margem notava-se já o dia a querer romper encontravam-se algumas pessoas e ouviam-se mantras , fomos perguntando onde ficava o Brijawasi Palace lá nos foram indicando chegamos finalmente ao Hotel mesmo ao lado existiam dois que vinham mencionados no nosso guia mas aquele não vinha lá chegamos a recepção e pedimos para ver os quartos, mostraram-nos os piores quartos que tínhamos visto até ao momento, pedi para ver outro em cima mas também não era melhor a Ofélia disse ao Pedro ficamos em outro hotel do guia e vem-se cá apenas fazer o curso pois para ficar 30 dias convinha que fosse um lugar melhor que desse para descansar bem.

Quando já estávamos a sair vem um rapaz que a Ofélia reconheceu como sendo um dos que ia dar o curso  falava bem inglês perguntou-nos de onde éramos e nome e reconheceu-nos, então disse-nos que já tínhamos feito o booking com o hotel xiii problema pois não queríamos ficar naquele hotel disse-mos que íamos tomar pequeno almoço e que depois falávamos com calma, andamos ás voltas a tentar encontrar algum sitio aberto mas nada tudo fechado ainda não eram 8 da manhã a questão era o que fazer agora bem lá fomos novamente para o hotel Brijawasi Palace e colocaram-nos no mesmo quarto que nos tinham mostrado dizendo que depois nos mudavam fomos com o Maesh (afinal o nosso Guruji) a um ashram perto que nos indicou como um excelente e sitio para comer tomamos pequeno almoço e voltamos ao hotel para descansar bem o quarto era surreal ficar ali um mês era impensável desde alcatifa cheia de buracos lençol idem cheiro a mofo janelas mesmo mal isoladas entrava uma corrente de ar, porta com folga como ficava muito perto da recepção um barulho insuportável em frente a Janela um telheiros com chapas de zinco logo a chuva a cair lá em cima mais barulho.

A Ofélia resolveu levantar-se e ir a um Hotel recomendado no Guia Green View , foi lá ver os quartos e não tinham nada a ver um pouco mais caros mas bem melhores, entretanto veio também o Pedro ver e realmente muito melhor perguntamos se podíamos ficar um mês com o quarto, havia uma parte de Março que já estavam mais lotados e então nessa altura teriamos que passar para outro quarto e o preço passaria de 750 IRU para 2200 IRU achamos que não compensava então o Sr. do hotel propôs que ficássemos em quarto mais pequeno e mais barato mas teríamos o quarto o tempo que desejássemos, mesmo assim este quarto conseguia ser bem melhor pequeno mas arejado e limpo ficava em 600 IRU noite achamos bem aceitamos fomos buscar as nossas mochilas ao outro hotel, no caminho encontramos o Maesh explicamos a situação disse que já tínhamos pago bla bla bla a ofélia disse ou pagava hotel ou pagava curso, ele disse que o importante era sentirmo-nos bem e nós ok saímos do hotel pagamos uma noite 400 IRU  fizemos a mudança  pensando que ficaria tudo resolvido.

Após as mudanças de hotel fomos dar uma volta pela rua principal que fica não muito longe, pois só a tínhamos visto de  noite, as lojas tinham muitos artigos relativos ao Yoga apetecia comprar “coisinhas” sendo que os preços eram mais baixos que em outros sítios por onde já passamos . Acabamos por almoçar em um restaurante com umas chamuças excelentes e diferentes maçã, banana, ananás, batata, vegetais bom muita escolha se estão a pensar e de galinha eheheh em Rishikesh do lado dos ashrams Ram Jhula não há carne nem peixe nem álcool  em nenhum restaurante, mas as ementas estão repletas de coisinhas boas.

 

 

 

 

 

 

Regressamos ao Green Hotel para dormir a cesta, o jantar foi no restaurante do hotel e voltar a dormir pois o cansaço era extremo.

 

 

 

 

 

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